25 novembro, 2008

O FIM DA NOITE

 Bonjour à tous!

Quase não acredito. Hoje findaram-se os trabalhos universitários de 2008. Fiz uma apresentação sobre Roberto Drummond, contista contemporâneo, o autor de Hilda Furacão. Quem não o conhece e tem interesse em conhecer leia o livro "A Morte de D. J. em Paris". É um livro de contos totalmente experimental onde o homem moderno se vê perdido em meio ao estardalhaço de movimentos, cores, luzes, ações e marcas do mundo moderno. É o próprio reflexo de nosso tempo. Em uma primeira leitura pode-se estranhar, até porque ele dialoga com o fantástico (às vezes não se sabe se o que se passa é real ou imaginário), mas numa segunda leitura Drummond suga-nos a atenção e nos faz entrar em um universo caótico com pensamentos, sonhos, vontades e fluxo de consciência. É só aí que o homem moderno pode tentar ser feliz.

Hoje posto um texto escrito há algum tempo, creio que há um ano e meio no mínimo. Espero que gostem. Pessoal, dêem-me idéias para pôr aqui no blog, ok? Pra que não fique essa coisa massante de só haver meus textos. Quem escrever e quiser mandar eu publico numa boa, é sempre bom dialogar com textos de outros autores. 

Então, férias? Não sei se consigo. Lerei muita coisa nesses três meses de inatividade acadêmica. Saramago, Clarice, Juan Rulfo, Virginia Woolf, Helder Macedo, Gabriel García Marquez, entre outros já estão escalados para fazer a "viagem em torno do meu quarto" hauahaua. Se bem que tenho leituras do projeto, mas a crítica feminista é sempre prazerosa, a cada vírgula um novo aprendizado. 

Acabei de fazer uma nova compra de livros na internet, esse meu vício um dia pode acabar me matando. 

Agradeço as pessoas que estão visitando e/ou comentando meu blog. Agradecimentos especiais a Toni Teles, Nayara, Fernanda, Carol, etc.

  Abraços a todos, inté!

 

O FIM DA NOITE

É. Mais uma noite sem você. O dia terminou e o crepúsculo trouxe tua lembrança. Passei o dia te esquecendo, mas os ventos do infortúnio trouxeram fios de memória à tona, assim como passavas teus cabelos dourados em meus olhos quando me seduzias. E essa sedutora ventania me chama às lembranças sorridentes de teus olhos. E te vejo no retrovisor.

Peguei hoje meus amigos e fui, a contra gosto, a uma festa. Vi mulheres no vai e vem. Lembrei do teu corpo. Bebi garrafas. Uma mulher me chamou e tentei apagar tua lembrança em sua boca. Beijei-a e meu paladar teve um leve toque de sabor amargo de saudade. Lembrei dos teus sussurros nos meus ouvidos, do prazer que tinha eu em teu corpo. Por um momento acreditei estar te beijando. Olhei no rosto dela e não era você. Virei as costas e voltei para a mesa. Mais uma noite sem você.

            Já às tantas, resolvi ir embora. Chamei os amigos e dei carona a todos. Rimos muito no caminho, mas por dentro, o choro estava impregnado nas veias e nos poros.

            O último deles desceu e então as tortuosas luzes da madrugada iluminaram amarguramente o sôfrego caminho até minha casa. É. Mais uma noite sem você.

            Às vezes tento acreditar que amo a idéia de te amar, e não amar-te propriamente, e assim, o faria pelo medo da solidão. Não sei ao certo, sei que fazes falta, sei que agora não faço outra coisa a não ser guinar meu pensamento em tua direção. É mais uma noite sem você.

            Temo ter criado em meu peito um ser maior do que tu és, e creio que esperei muito mais do que poderias me dar. Mas foram momentos bons. Pena que a cumplicidade acabou como vela que se apaga pelo temporal do esquecimento. E dentro de meus pensamentos já crio um monstro que não és para tentar continuar a vida com o mínimo de amor próprio e débitos existenciais possíveis.

            Diga-me quais são os braços que hoje espremem teu corpo? Qual boca beija teus olhos? Adorava quando me dava um beijo molhado com sabor de fruta colhida no pé, com aquela cara de menina má e olhar de gata borralheira que só você sabia fazer, e viravas as costas para mim, como se nada tivesse acontecido, deixando-me com cara de bêbado apaixonado. Quando dei por mim estava chegando em casa. É, mais uma noite sem você.

            Guardei o carro, subi as escadas. Liguei o chuveiro, o dia amanheceu. Bateu-me o sono e ia fechando a janela quando senti o perfume pelo ar, inconfundível, e em meus ouvidos ouvi um gemido. Seria o vento da primavera a trazer-te de volta? A esperança renasce em meu peito feito semente em terra fértil.

            Um novo dia amanhece e não findará sem trazê-la para mim. Não haverá mais noites sem você, voltarás para mim. Ou então, os ventos do esquecimento te levarão e algo bom hão de me trazer, chega de noites a lembrar de ti, preciso viver. Vejo-te esta noite, beijos!

4 comentários:

fernanda disse...

ahhhh assim nao tm gracaaaa eu sempre elogio seus textoss rsrs
tbmmm neh criticar pra q sao sempre lindoo luuu
vc escreveeeeeee coisas lindassssss adoreii esse tbm novidade neh ??? hauahia
ahhh adoreii ver meu nome alii (se eh q eh o meu rsr? e outra qm tm q agradecer sou euuu por tr um amigoo taum talentosooo como vc e por poder ler seus textos qndo eu qroo rsrs brigadaooo.....
bjossssss
amooooooo

Marcelo disse...

Vastos pensamentos, interessante que ficou bem real, acho q qualquer um que le se identifica bem com o cenario, muito bem..... mandou legal Luis.

nayara disse...

Portanto, leio seus textos com afinco.E tenho a impressão de que são pegos assim, no ar, como quem observa a efemeridade das pessoas e vozes.

Marco Hruschka disse...

Fala man! Realmente, fui cúmplice ativo desses trabalhos de fim de ano e é uma satisfação terminar o ano com êxito! Parabéns pelo teu esforço e ajuda na confecção dos trabalhos, foi de suma importância!
Roberto Drummond nos surpreendeu! hehe
Férias? Salvador que nos aguarde!
Abraço!