24 setembro, 2009

Victorium Vitae



O post anterior é uma música de Marcelo Camelo que conta mais ou menos a bronca de um amigo para o outro. Um sofre e não enxerga, o outro vê e pede para que ele sente e ouça os fatos!
Nesta vida fugaz, é preciso aproveitar cada luar que sorri à sua janela, para que ao chegar o dia de deixar este mundo, seu peito já saudoso possa sentir as palavras ditas nesta canção de Fábio Fernandes, meu grande amigo e escritor.
É a vitória da vida sobre o desânimo, do sorriso sobre a lamúria. E como diz Cartola, grande sambista e gênio na arte da vida: "A sorrir eu pretendo levar a vida, pois chorando eu vi a mocidade perdida.
Fico feliz em ter dado a sugestão para o nome que a canção leva.




Victorium Vitae


Me diz

o quão foi leve

a vida breve

que eu levei


Eu fiz

o tempo alegre

do sol a neve

sorri chorei


Eu fui humano

sem medo ou plano

certeza, engano

me apaixonei


Eu fiz amigos

dobrei os sinos

pelos franzinos

que eu amei


Eu fui a luta

penei labuta

peão e puta

não declinei


Eu fiz riqueza

vivi pobreza

e sobre a mesa

desesperei


Mas meu destino

bom ou cretino

diabólico e divino

fui eu que fiz


E satisfeito

de alma e peito

em calmo leito

descansarei


Fabio Fernandes

TÁ BOM - Los Hermanos


Senta aqui
que hoje eu quero te falar
não tem mistério não
é só teu coração
que não te deixa amar
você precisa reagir
não se entregar assim
como quem nada quer
não há mulher irmão que goste dessa vida
ela não quer viver as coisas por você
me diz cadê você aí
e aí não há sequer um par pra dividir

senta aqui
espera que eu não terminei
pra onde é que você foi
que eu não te vejo mais
não há ninguém capaz
de ser isso que você quer
vencer a luta vã
e ser o campeão
pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
me diz se assim esta em paz
achando que sofrer é amar demais

13 setembro, 2009

1984 - George Orwell


Estou lendo o 1984 do George Orwell. Entre tantas citações interessantes, recorto esta abaixo para mostrar como é a sociedade futurista retratada pelo autor. Se a impressão de "déjà-vu" vir a tocar-lhes os sentidos, saibam que não foram os únicos. É ou não é o que vemos por aí?



Olhando a cara sem olhos, a mandíbula mexendo sem parar, Winston teve a sensação curiosa de não se tratar de um legítimo ente humano, mas de uma espécie de manequim. Não era o cérebro do homem que falava, era a laringe. O que saía da boca era constituído de palavras, mas não era fala genuína: era um barulho inconsciente, como o grasnido de um pato.
George Orwell, 1984, pg. 54

08 setembro, 2009

Ode à Liberdade

Salvo a microfonia, o resultado ao vivo da canção que nos trouxe de volta aos palcos foi boa. Obrigado aos amigos que compareceram e/ou torceram. Iremos participar do Festival de Jacarézinho com a mesma canção. Já que o vento sopra perto, sigamos o rumo incerto!

Ode à liberdade

(Luigi Ricciardi, Lucas Sant'Ana & Laís Barbiero)

Papapapapa.....

Se acaso o vento sopra perto

Quero seguir um rumo incerto

Me desmanchar em rarefeito ar

Se aos meus pés viesse a liberdade

No pôr do Sol, ao fim de tarde

Posso me aventurar em ti, oh mar!

Pelas estradas,

Mil devaneios,

Se é fantasia não vou me importar...

La la la....

Sentir-se livre é estar sobre a montanha

Compreender a força estranha

Como maná poder se derramar

Na areia branca ver seus passos

Nuvens dançando o seu compasso,

Na melodia ver-se inspirar...

Hoje estou livre!

Que devaneio...

Se é fantasia vou continuar...

La la la

Papapapapa.....

Pelas estradas...

Papapapapa.....

video